Caracterizada pela comparação das grandes favelas metropolitanas e, diga-se de passagem, diferenciada apenas pelo número populacional e econômico, mas não pela falta de moradia apropriada.
Como não existe possibilidade de projetos para urbanização dessas áreas de preservação ambiental e muito menos políticas públicas voltadas exclusivamente para esse fim, por esbararem nas Leis Ambientais, pessoas continuam à mercer do tempo sem desenvolvimento social. E se acumulam em barracos (palafitas) que estão por cima de lixo e dejetos, além do contato com vários tipos de doenças transmitidas pelo consumo de água poluída e sem tratamento por meio de saneamento básico, famílias em sua maioria sem qualquer perspectiva de vida vivem nessa real situação.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Inove estima que cerca de 53 mil pessoas moram em áreas de ressaca em Macapá capital do Estado do Amapá, mas o Ministério Público duplica essa realidade e revela que aproximadamente 100 mil pessoas moram nessas áreas.
Grandes influências contribuiram para essa situação como, a migração de famílias de outros Estados principalmente do Maranhão e Pará, atráidas pela criação da área de livre comércio que gerou um falso progresso, sendo desqualificado com a chegada desses emigrantes ao Estado.Vendo a realidade diferente do que esperavam e sem moradia e emprego, começou o processo de favelização das áreas de ressaca em todo o Estado do Amapá.
A falta de recursos e de trabalhos de conscientização dos moradores das áreas de ressaca, levaram uma grande maioria á cultura de poluição do ambiente em que vivem, jogando no lago tudo o que não é utilizado gerando várias consequências para si e ao meio ambiente. Latas, resto de mobília, sacos plásticos e outros materiais que demoram anos para se deteriorar são jogados diariamente no lago.
O que muitas pessoas não sabem, é que as áreas de ressaca são o estabilizador climático da temperatura da nossa biodiversidade, a poluição e acúmulo de lixo nessas áreas não só gera doenças, mas causa um desiquilíbrio na temperatura ambiente, não somente ao morador que reside na ressaca, mais também ao cidadão que mora em uma cobertura de um bairro nobre.
Um trabalho organizado por um grupo de moradores do bairro Novo Buritizal na zona sul da cidade, mudou completamente a situação dessas áreas, sensibilizados com a real situação reuniram-se em prol do meio ambiente, levando vários trabalhos à essas localidades de ressaca como: multirão de limpeza, orientações para a preservação dessas áreas, corte de cabelo, oportunidades de empreendedorismo e o principal que é a troca de experiência.
No final de cada mutirão da para visualizar e senti a diferença de como a natureza agradece, principalmente essa árvore que algum tempo não convivia em um ambiente limpo.

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